Ginasta diz ter sido abusada sexualmente por médico da equipe dos EUA

Campeã olímpica dos EUA Gabby Douglas acusa antigo médico de abusos

Campeã olímpica dos EUA Gabby Douglas acusa antigo médico de abusos

Tricampeã olímpica, a ginasta americana Gabby Douglas revelou, na última terça-feira, através das redes sociais, que também sofreu abusos pelo ex-médico da seleção dos EUA de ginastica artística, Larry Nassar.

Douglas, que conquistou duas medalhas de ouro nos Jogos de Londres-2012 (no concurso individual e por equipes) e outro ouro no Rio-2016 (por equipes), fez a revelação em sua conta no Instagram, uma semana após a polêmica declaração de que se "vestir de maneira provocativa atrai o público errado". "Eu não tornei públicas as minhas experiências, como fizeram outras colegas, porque durante anos nós fomos condicionadas a ficar em silêncio e, honestamente, algumas coisas são extremamente dolorosas". Dentre elas estão as ex-ginastas McKayla Maroney, Aly Raisman e Gabby Douglas, que revelaram ter sido vítimas do médico nas últimas semanas.

"Eu sei que não importa o que você usa, isso não dá o direito de ninguém abusar de você". Seria como dizer que, por causa dos collant que usávamos, a culpa foi nossa de termos sido abusadas por Larry Nassar.

Nassar foi médico da equipe de ginástica da Universidade do Estado de Michigan (MSU) e das equipes femininas, assim como professor associado da Escola de Medicina Osteopática da MSU. Incentivada pela campanha, a medalhista olímpica McKayla Maroney, revelou que foi uma das vítimas de Nassar, molestada quando tinha apenas 13 anos.

Nassar, de 54 anos, alvo de múltiplas acusações de crimes sexuais, incluindo de abuso de menores, arrisca uma pena de pelo menos 25 anos.

Em comunicado à imprensa, o procurador-geral de Michigan, Bill Schuette, disse que Nassar havia se declarado culpado no tribunal do condado de Ingham por conduta sexual criminosa relacionada a abuso sob a forma de tratamento médico. Em seguida, foi a vez da campeã olímpica, Aly Raisman, também denunciar o médico. No próximo dia 27 de novembro, ele vai receber a sentença por uma acusação de pornografia infantil e pode pegar 60 anos de prisão - em um acordo com a promotoria, se declarou culpado e se livrou de uma das acusações de pedofilia.

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