Angela Merkel investe as fichas em 'grande coalizão'

Partidos começam as negociações

Partidos começam as negociações "otimistas"

O acordo de princípio vai ter de ser submetido, ao longo do dia, às instâncias dirigentes dos partidos envolvidos (democratas cristãos da CDU/CU e sociais democratas do SPD) para aprovação.

A direção do Partido Social Democrata alemão (SPD) aprovou hoje por ampla maioria o princípio de um governo com os conservadores de Angela Merkel, e do qual depende a sobrevivência política da chanceler. Os membros do SPD estão menos inclinados do que a liderança do partido a compromissos que, temem, irão pôr ainda mais em causa a sua identidade de partido de centro-esquerda. "Ao mesmo tempo, parece-me óbvio que vamos ter imenso trabalho pela frente durante os próximos dias, mas estamos dispostos a encará-lo e a conseguir um bom resultado", afiançou Merkel, citada pelo "Guardian".

Segundo o Público, este tipo de coligação implica a necessidade de consensos entre os dois blocos, deixando pouco espaço à oposição e dando a ideia de que não há posições políticas diferentes.

Ainda assim, avança o Público, a economia não deixa de dar notícias positivas, tendo a Alemanha registado, na semana passada, um recorde de baixo desemprego.

Agora, Merkel apenas tem a possibilidade de garantir uma coligação maioritária com os sociais-democratas do SPD, com quem já governou no anterior executivo (2013-2017), e que continua a gerir os assuntos correntes do país.

A chanceler, que já disse preferir novas eleições a um Governo minoritário, falhou em novembro um acordo com os ecologistas e os liberais. Apesar de tudo, um falhanço das negociações teria provavelmente consequências ainda piores, pelo que o incentivo é para um acordo.

Na história da República Federal da Alemanha, isto é desde 1949, nunca houve um governo de minoria a nível federal, e formaram-se sempre coligações com acordos prévios que fazem as vezes de programa comum de governo.

No final, caberá a um congresso do SPD marcado para 21 de Janeiro decidir se o mais velho partido da Alemanha se juntará ou não a uma coligação com os conservadores. "Vai ser um dia difícil", advertiu à chegada para a reunião, que só deve terminar à noite.

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