MPF quer pena de 386 anos de prisão para Eduardo Cunha

O ex-deputado Eduardo Cunha teve pedido de 386 anos de pena

O ex-deputado Eduardo Cunha teve pedido de 386 anos de pena

O MPF pede a devolução, a título de reparação pelos crimes cometidos, de 13,7 milhões de reais no caso de Cunha e de outros 3,2 milhões de reais por parte de Alves, segundo a peça a que a Reuters teve acesso.

Também são réus no processo o operador Lúcio Bolonha Funaro, o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto e o empresário Alexandre Margotto. O MPF apresentou à 10ª Vara Federal de Brasília, nesta terça-feira, as alegações finais na ação penal derivada da Operação Sépsis, que investiga desvios no Fundo de Investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS). Como os três fecharam acordos de delação premiada, o MPF ressaltou que os acordos estabelecem penas máximas: 30 anos para Funaro, 10 anos para Cleto e nove anos para Margotto.

O esquema também foi delatado pelos empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, donos da Carioca Engenharia.

"Cunha, nas mesmas reuniões semanais com Cleto, orientava como proceder em relação a cada projeto, de acordo com o interesse do então parlamentar. A reprovabilidade de suas condutas, portanto, é absoluta, máxima".

Em relação a Henrique Eduardo Alves, o MPF diz que a instrução processual comprovou que o ex-presidente da Câmara recebeu propina "em inúmeras e infindáveis oportunidades", e de diversas formas: com dinheiro em mãos, por intermédio de operadores e em depósitos em contas no exterior.

"Os fatos narrados [.] não são um ponto fora da curva na vida política e criminal de Henrique Alves; representam, ao contrário, o dia a dia delituoso de quem tinha uma vida voltada ao crime, à assunção e manutenção de poder por vias ilícitas e ao locupletamento indevido", escreveram os procuradores.

Além de Eduardo Cunha, a Procuradoria também pediu penas altas para o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (MDB-RN). Cunha é acusado pelos crimes de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Os procuradores Anselmo Lopes e Sara Leite argumentam ainda que os dois eram pessoas experientes e com consciência da ilicitude de seus atos também acima da média, já que eram parlamentares, cuja função principal é, justamente, fazer leis.

Notícias recomendadas

We are pleased to provide this opportunity to share information, experiences and observations about what's in the news.
Some of the comments may be reprinted elsewhere in the site or in the newspaper.
Thank you for taking the time to offer your thoughts.