Harvey Weinstein e Weinstein Company processados pelo Estado de NY

Harvey Weinstein fala na 40ª Conferência Anual de Mídia e Comunicação Global em Nova York em 5 de dezembro de 2012

Harvey Weinstein fala na 40ª Conferência Anual de Mídia e Comunicação Global em Nova York em 5 de dezembro de 2012

Eric Schneiderman, procurador-geral do estado de Nova York, preencheu ação judicial contra a The Weinstein Company, produtora dos irmãos Harvey e Bob Weinstein. Nomes como Salma Hayek, Rose McGowan, Lupita Nyong'o, Uma Thurman, Lena Headey, Kate Beckinsale, Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie, Ashley Judd, Mira Sorvino denunciaram situações desrespeito em que o produtor esteve envolvido.

O processo deu origem a uma das maiores campanhas contra o assédio sexual, acabando por dar origem a outras denúncias nos Estados Unidos. O produtor foi acusado por uma centena de mulheres de assédio, agressões sexuais e até estupro.

"A denúncia do procurador-geral garante que os executivos da empresa e da diretoria fracassaram reiteradamente em proteger os funcionários contra o assédio sexual, a intimidação e a discriminação do então presidente Harvey Weinstein", indica o comunicado do procurador.

"Ao final do processo ficará claro que Harvey Weinstein promoveu mais mulheres para posições de liderança do que qualquer outro líder da indústria", insiste o representante legal do empresário. Ben Brafman, cujo cliente negou consistentemente todas as acusações de sexo não-consensual com as suas muitas acusadoras, acredita que "uma investigação justa demonstrará que muitas das alegações contra Harvey Weinstein não têm mérito".

E, lê-se no comunicado citado pela imprensa anglosaxónica, "se o objectivo da investigação é reformar amplamente a indústria cinematográfica, o sr. Mas se o propósito é fazer dele um bode-expiatório, ir-se-á defender de forma vigorosa", acrescenta-se.

Importa sublinhar que Weinstein também está a ser alvo de processo em Londres. Este processo, porém, tem implicações quanto à venda da Weinstein Co., que tenta há meses evitar a falência e que estava na iminência de ser comprada por um grupo encabeçado por Maria Contreras-Sweet, antiga colaboradora da Administração Obama.

O grupo de investidores tinha-se comprometido publicamente a criar um fundo de milhões para ajudar judicialmente as mulheres que tenham acusado Weinstein.

A ação judicial apresentada no Supremo Tribunal de Nova Iorque alega que os irmãos Weinstein permitiram que este ambiente se perpetrasse entre 2005 até outubro de 2017.

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