PF na Universidade Tecnológica do Paraná — Urgente

Operação 14 Bis deflagrada pela PF nesta terça-feira

Operação 14 Bis deflagrada pela PF nesta terça-feira

Uma ação deflagrada na manhã desta terça-feira (13), investiga a atuação de gestores e empresas que teriam se unido para fraudar licitações e contratos no campus de Cornélio Procópio da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

De acordo com PF, foram apreendidos carros de luxo, joias, três lanchas e cerca de US$ 27 mil em dinheiro, que a investigação aponta que sejam fruto das fraudes. O nome da operação é alusão a uma empresa supostamente criada para viabilizar desvios. Até as 7h45, 19 pessoas tinham sido presas.

Também foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão.

A partir das investigações internas, foram abertas sindicâncias e processos administrativos, que resultaram nas demissões do então diretor de Planejamento e Administração do Câmpus Cornélio Procópio, Sandro Rogério de Almeida, e do então diretor-geral do Câmpus, Devanil Antonio Francisco.

O G1 tenta localizar os advogados dos suspeitos.

São investigadas empresas que prestavam serviços de manutenção predial, manutenção de ar-condicionado, manutenção de veículos, fornecimento de materiais de construção e serviços de reprografia (reprodução de documentos, como fotocópia).

Conforme a polícia, há a suspeita de obtenção de informação privilegiada, formação de grupo econômico, uso de documento potencialmente falso ou insuficiente para atesto de capacidade técnica, pagamentos superiores aos valores contratados, superfaturamento, sobrepreço, frustração de concorrência, suspeita de pagamento de materiais não recebidos ou desviados, entre outros.

A própria Polícia Federal ressaltou em seu comunicado oficial que a UTFPR, após receber a denúncia, "imediatamente adotou medidas em âmbito administrativo", como a realização de auditorias conduzidas por sua unidade de auditoria interna, além da demissão, mediante processos administrativos disciplinares, de dois servidores envolvidos nas fraudes.

"Foram erros administrativos graves, punidos ou com a exoneração ou com advertência de servidores".

Os presos estão sendo levados para a Delegacia de Polícia Federal em Londrina onde permanecerão à disposição da Justiça. A acusação é de fraudes em licitações e contratos no âmbito do Câmpus. De acordo com a instituição, os acusados foram exonerados do cargo ou receberam advertência.

A PF não revelou os nomes dessas repartições."São órgãos da administração pública federal de grande porte", destacaram os federais. "A operação da PF é o desdobramento dessa auditoria", detalhou Jacometti.

O diretor detalhou ainda que os policiais chegaram no campus por volta das 6h e estão no setor de compras buscando contratos de empresas envolvidas no esquema fraudulento em 2015. A PF informou que a Reitoria da Universidade colaborou decisivamente com as investigações.

A UTFPR divulgou uma nota de esclarecimento no site da instituição.

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