MPF denuncia Paulo Preto

Paulo Preto ex-diretor da Dersa- Geraldo Magela  Agência O Globo

Paulo Preto ex-diretor da Dersa- Geraldo Magela Agência O Globo

Pela primeira vez em quatro anos de Operação Lava Jato, o Ministério Público Federal apresentou denúncia de corrupção envolvendo desvio de verba em obras nos governos paulistas.

De acordo com a denúncia, os cinco investigados desviaram 7,7 milhões de reais dos cofres da Dersa, dinheiro que seria destinado a famílias desalojadas em virtude de obras feitas no estado entre 2009 e 2011, quando foram governadores de São Paulo três tucanos: José Serra (2007 a 2010), Alberto Goldman (2010) e Geraldo Alckmin (desde 2011).

Entre as obras investigadas na denúncia estava a construção do trecho sul do Rodoanel, o prolongamento da Avenida Jacu Pêssego e a nova Marginal Tietê.

A investigação aponta que o esquema montado por Paulo Preto fraudava o cadastro de moradores.

Os cinco são acusados dos crimes de formação de quadrilha, peculato (apropriação ou subtração de bem público) e inserção de dados falsos em sistema público de informação. Paulo, Geraldo e uma ex-funcionária da Dersa se envolveram com os três. Durante as investigações, a Promotoria da Suíça informou que Souza mantinha o equivalente a R$ 113 milhões em contas fora do Brasil.

Segundo a denúncia, o dinheiro foi desviado em proveito próprio e de terceiros e ocorreu entre 2009 e 2011.

Os pagamentos seriam autorizados por José Geraldo e, quando ultrapassavam o limite permitido por seu cargo, eram assinados diretamente por Paulo Preto.

Na obra da Jacu Pêssego também houve desvios em espécie. Algumas dessas pessoas teriam recebido "indevidamente auxílios, indenizações ou apartamentos da CDHU, empresa parceira da Dersa nos reassentamentos".

Além dele, também foram denunciados Tatiana Souza Cremonini, filha do ex-diretor, dois ex-funcionários da estatal e a filha de um dos dois. E para provar o vínculo com Paulo Preto, o MPF ouviu Ruth Arana de Souza, sua ex-esposa, além das filhas Priscila Arana de Souza e Tatiana, denunciada, mais as empregadas beneficiadas no esquema.

A denúncia do MPF é assinada por todos os integrantes da Força Tarefa da Lava-Jato em São Paulo: as procuradoras regionais da República Adriana Scordamaglia e Janice Ascari e as procuradoras e procuradores Ana Cristina Bandeira Lins, Anamara Osório Silva, André Lasmar, Daniel de Resende Salgado, Guilherme Göpfert, Luís Eduardo Marrocos de Araújo, Lucio Mauro Carloni Curado, Thaméa Danelon e Thiago Lacerda Nobre, e foi protocolada nesta quinta-feira 22.

Notícias recomendadas

We are pleased to provide this opportunity to share information, experiences and observations about what's in the news.
Some of the comments may be reprinted elsewhere in the site or in the newspaper.
Thank you for taking the time to offer your thoughts.