Ciro e Marina herdam votos de Lula, mas perdem para indecisos

Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa

Se o ex-presidente fizer o registro da candidatura, caberá à Justiça Eleitoral a análise do pedido.

Nos cenários com Lula fora do páreo, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e a ex-senadora Marina Silva (Rede) aparecem empatados na liderança. Em pesquisa realizada em janeiro, 53% achavam que Lula estaria nas urnas. Barbosa oscila entre 9 e 10%.

Marina alcança no máximo 20% dos votos lulistas nos cenários em que o ex-presidente é substituído por um dos dois nomes cotados no PT para assumir a vaga, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner.

Pré-candidatos que estiveram ao lado de Lula antes de sua prisão, como Manuela D'Ávila e Guilherme Boulos (PSOL), aparem lá atrás, com 2% e 1% das intenções de voto, respectivamente. O petista aparece agora com 31% das intenções de voto, uma queda em relação ao levantamento anterior, realizado no fim de janeiro quando aparecia com 37%.

Foram feitas 4.194 entrevistas entre 11 e 13 de abril, em 227 municípios.

O levantamento do Datafolha mostra que a influência de Lula sobre o eleitorado continua grande, mesmo após sua prisão, que tornou mais remota a possibilidade de sua candidatura vingar. Por outro lado, 40% delas acreditam que a decisão do juiz Sergio Moro, que determinou a prisão do ex-presidente, foi injusta. Os entrevistados, porém, se dividem ao serem perguntados se o petista deveria concorrer à eleição ou ser impedido de fazer campanha.

Os potenciais substitutos de Lula na disputa não superam os dois pontos percentuais na pesquisa.

A prisão de Lula foi justa?

Com Lula na jogada, Ciro Gomes (PDT) fica nos 5%. Alvaro Dias (Podemos) empata com Manuela D'Ávilla (PCdoB). Tendo Haddad como candidato do PT, Temer aparece com 2% das intenções de voto, mesmo porcentual do concorrente petista.

Os demais postulantes ao Planalto, como o ex-banqueiro João Amoedo, do Novo, marcam no máximo 1% das intenções de voto. Num segundo turno, Lula ganharia de Bolsonaro (48% a 31%), Alckmin (48% a 27%) e Marina (46% a 32%).

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