Equador confirma morte de jornalistas sequestrados por dissidentes das Farc

Manifestantes em Quito pedem em Quito em 1º de abril a libertação dos jornalistas do 39;El Comercio 39 sequestrados

Manifestantes em Quito pedem em Quito em 1º de abril a libertação dos jornalistas do 39;El Comercio 39 sequestrados

Ainda no Aeroporto de Quito, Moreno enfatizou: "o prazo começa a correr a partir deste momento" para que "nos deem provas de que estão com vida". Eles foram sequestrados por rebeldes dissidentes colombianos em 26 de março.

Sem detalhar a ação que seria tomada, Moreno afirmou que havia conversado com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pedindo que ele lidasse de maneira contundente com o grupo, que se financia por meio do tráfico de cocaína. A CIDH, órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), também solicitou que os dois governos fossem informados, no prazo de sete dias a partir de quinta-feira, sobre a adoção dessas medidas cautelares.

"Quando o presidente Santos me ligou hoje à tarde, eu disse a ele que estávamos pedindo, pedimos ações fortes da parte deles", acrescentou o presidente equatoriano, acrescentando que os violentos não devem ser autorizados a "impor suas regras a nós".

Ofensiva. O repórter Javier Ortega, 32, o fotógrafo Paúl Rivas, 45, e o motorista Efraín Segarra, 60, foram raptados na localidade costeira de Mataje, fronteira com a Colômbia, onde faziam uma reportagem sobre a situação conturbada da região devido aos ataques à força pública.

Os familiares dos sequestrados desejavam uma reunião com Santos à margem da Cúpula das Américas. - A recompensa por informações que permitam a captura do guerrilheiro acusado pelo sequestro e assassinato pela equipe de profissionais do jornal equatoriano "El Comercio" subiu para US$ 230 mil, informou o Ministério da Defesa do Equador.

No início de abril, um vídeo exibido pelo RCN mostrou Ortega, Rivas e Segarra com algemas e correntes no pescoço.

O Exército colombiano apontou a Frente Oliver Sinisterra, grupo dissidente comandado pelo equatoriano Walter Artízala, conhecido como Guacho, como responsável pelo sequestro.

A declaração que circulou pelas redes sociais na quarta-feira indicava a morte dos jornalistas e do motorista em uma operação de resgate fracassada - que a Colômbia nega. "Infelizmente temos informação que confirma a morte dos jornalistas". A Colômbia afirmou que não aconteceram desembarques ou ações especiais que não sejam do conhecimento e em coordenação com o Equador, mas evitou falar diretamente de uma operação de resgate.

A notícia representa um golpe para o Equador, país que nunca havia sido vítima com tanta crueldade da violência derivada do narcotráfico que a Colômbia enfrenta.

Dezenas de jornalistas e parentes organizaram uma vigília diante da sede presidencial, no centro de Quito, onde todas as noites exigem o retorno dos reféns.

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