Papa assume 'equívocos de avaliação' em caso de pedofilia no Chile

O Papa Francisco em audiência semanal na Praça de São Pedro no Vaticano- TIZIANA FABI  AFP

O Papa Francisco em audiência semanal na Praça de São Pedro no Vaticano- TIZIANA FABI AFP

Nesta carta, divulgada agora, Francisco convocou as vítimas de abuso sexual a Roma para que possa pedir perdão, e pediu, ainda, a presença dos bispos do Chile para uma reunião de emergência.

O Papa defende que será necessário trabalhar em conjunto para "recuperar a confiança na Igreja, confiança que foi quebrada pelos nossos erros e pecados, e curar as feridas que continuam a sangrar na sociedade chilena". Karadima foi formalmente condenado pelo Vaticano, em 2011, de abusos sexuais, e foi suspenso das suas funções de sacerdote para o resto da vida. Contudo, Barros sempre negou ter conhecimento dos atos praticados por Karadima.

"No dia em que me tragam alguma prova contra o bispo Barros, aí falarei". Uma das reações foi de Juan Carlos Cruz, uma das vítimas que mais tem lutado contra o encobrimento por parte da hierarquia católica, através do Twitter: "Como se eu pudesse tirar uma selfie enquanto Karadima me abusava a mim ou a outros com Juan Barros parado ao lado a ver tudo", afirmou.

Créditos da foto: Visita do papa Francisco ao Chile em janeiro de 2018. Não existe uma única prova contra ele.

O Papa enviou o mais respeitado investigador de abusos sexuais do Vaticano, o arcebispo Charles Scicluna, para investigar o escândalo. Apesar da carta do Papa não revelar as conclusões de Scicluna, Francisco deixou claro que os bispos precisam de "repara o escândalo aonde for possível e reestabelecer a justiça".

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