Síria: Televisão estatal noticia novo ataque em base aérea. EUA negam ofensiva

Embaixadora dos EUA na ONU e presidente do Conselho de Segurança da ONU Nikki Haley fala durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria na sede da ONU em Nova York

Embaixadora dos EUA na ONU e presidente do Conselho de Segurança da ONU Nikki Haley fala durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Síria na sede da ONU em Nova York

Os EUA, a França e o Reino Unido realizaram no sábado uma série de ataques com mísseis contra alvos associados à produção de armamento químico na Síria, em resposta a um alegado ataque com armas químicas na cidade de Douma, Ghouta Oriental, por parte do governo de Bashar al-Assad.

A Central de Imprensa síria, dirigida pelo governo, detalhou que o alvo do ataque é a base aérea Shayrat, em Homs. Por isso, os três países autorizaram uma ofensiva aérea contra a Síria no sábado (14, noite de sexta no Brasil), mesmo dia da chegada dos inspetores da Opaq em Damasco.

Emmanuel Macron afirmou que os ataques na síria foram um sucesso "no plano militar" e revelou ter persuadido Donald Trump a não retirar as tropas norte-americanas do terreno.

Respondendo a perguntas sobre se a OPCW teria sido proibida de entrar em Duma, cidade onde teria ocorrido o ataque, Ryabkov disse que a missão não foi permitida porque não havia aprovação do Departamento de Segurança e Proteção da ONU. Ele disse que o acesso sem restrições ao local é necessário e que Damasco e Moscou devem cooperar com a investigação internacional.

O Pentágono ainda não divulgou quais seriam as provas que baseiam a convicção de que o governo sírio estaria usando armas química.

Washington, enquanto isso, se preparava para aumentar a pressão sobre a Rússia com novas sanções econômicas, e chanceleres da União Europeia ameaçavam adotar medidas semelhantes. Já Moscou afirma que os países ocidentais foram precipitados em culpar a Síria pelo ataque antes que a Opaq faça uma análise do local.

"Olhando para as imagens do que aconteceu em 7 de abril, a decisão de França, Reino Unido e Estados Unidos de lançar ataques calibrados e proporcionais contra instalações utilizadas para produzir e armazenar armas pelo regime de Bashar al-Assad foi inteiramente acertada".

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