Atentados a bomba deixam mortos em Cabul

Sete jornalistas mortos no duplo atentado suicida causou a morte a 25 pessoas em Cabul

Sete jornalistas mortos no duplo atentado suicida causou a morte a 25 pessoas em Cabul

Entre os mortos também estão quatro policiais que estavam isolando a área no momento da segunda explosão. O grupo jihadista comete frequentes atentados no Afeganistão, o último deles, na última semana, causou a morte de 69 pessoas e 120 feridos.

Em outro ataque suicida no sul do país, na província de Kandahar, um carro-bomba explodiu contra um comboio de militares romenos da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e matou 11 crianças.

Cabul se tornou, segundo a ONU, o local mais perigoso no Afeganistão para os civis, com o aumento dos ataques, geralmente perpetrados por homens-bomba e reivindicados pelos talibãs ou pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI).

"Um homem-bomba que circulava em uma motocicleta detonou seus explosivos na área de Shash Darak", afirmou o chefe de polícia de Cabul, Hashmat Stanikzai.

De acordo com uma fonte das forças de segurança, o 'kamikaze' que atacou a imprensa tinha-se escondido entre os repórteres, transportando uma câmara.

Sardar era amigo de Shah Marai, que deixa seis filhos, o mais novo de apenas algumas semanas.

"Os apóstatas das forças de segurança, dos meios de comunicação e outras pessoas compareceram ao local da operação, onde um irmão os surpreendeu com seu colete de explosivos", completou o braço do EI no Afeganistão.

Os ataques terrorista, de acordo com o Ministério do Interior, deixaram 25 mortos e 49 feridos. Ele trabalhava para a rede pública de notícias do Reino Unido havia cerca de um ano. O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelas duas explosões na capital.

O Comitê para a Segurança dos Jornalistas Afegãos (AJSC, em inglês) disse que entre os mortos há nove jornalistas. O segundo ataque teve como alvo a imprensa que reportava o primeiro ataque.

O diretor do departamento de fotografia da agência francesa "AFP" em Cabul, Shah Marai, também morreu durante a explosão.

"O homem-bomba se disfarçou de jornalista e se detonou no meio da multidão", disse um porta-voz da polícia local ouvido pela AFP.

O duplo atentado foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico. Que adianta ainda que "há dezenas de mortos e feridos, que foram transferidos para o centro de emergência de Cabul".

A sede do NDS, que parecia ser o alvo deste ataque, já havia sofrido um atentado em março, que deixou três mortos e cinco feridos.

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